Culto ao domingo, estudos bíblicos durante a semana.

Acumulando ou ajudando?

Quando a Inglaterra entrou na Primeira Guerra Mundial, em agosto de 1914, Oswald Chambers tinha 40 anos de idade, era casado e tinha uma filha de um ano. Não demorou muito para que os homens se juntassem ao exército numa média de 30 mil por dia. Pedia-se que as pessoas vendessem seus automóveis e cavalos para o governo; listas de mortos e feridos começaram a aparecer nos jornais diários. A nação enfrentou incertezas económicas e perigos. Um mês após o início da guerra, Chambers falou do desafio espiritual que os seguidores de Cristo enfrentavam: “Precisamos prestar atenção para que, diante das calamidades atuais, quando a guerra, a devastação e a tristeza estão espalhadas no mundo, não nos fechemos num mundo próprio e ignoremos a exigência que o Senhor e nossos compatriotas nos fazem para servi-los através da oração intercessória, hospitalidade e cuidado.” A chamada de Deus para o Seu povo é verdadeira para todas as épocas: “E se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita; então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia” (Isaías 58:10). O medo faz com que agarremos o que temos; a fé em Deus abre nossas mãos e corações para os outros. Andamos em Sua luz quando ajudamos os outros e não acumulamos para nós mesmos. David - Pão Diário

Ainda na ativa

Bunny, o coelhinho da pilha, não pode superar o Serviço Voluntário dos Ministérios RBC. Os editores do Nosso Pão Diário — RBC têm um programa de voluntariado chamado “Parceiros de Serviço”, que dá oportunidade para que pessoas doem suas habilidades e tempo — para realizar a sua missão: “contribuir para que a sabedoria transformadora da Bíblia seja compreensível e acessível a todos”. Alguns parceiros já se aposentaram há muito tempo. Apesar das dores e limitações da idade avançada, eles aparecem regularmente e servem com alegria em diversas tarefas. Em 2009, os voluntários completaram 100 mil horas de serviços desde que o programa foi implantado. Eles simplesmente continuam na ativa — não como o famoso coelhinho cor-de-rosa. O exemplo deles é um lembrete de que não existe “data de validade” em nossa vida terrena. As Escrituras não designam uma idade de reforma para os cristãos. Mas há um produto final para o nosso serviço — que não está relacionado à idade. Ao descrever os resultados dos esforços de pastores e educadores, Paulo diz que seu propósito é equipar os “aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério” (Efésios 4:12). E que “aperfeiçoamento dos santos”, que é o trabalho de todos os cristãos, pode levar à “unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus” (v.13). Esta tarefa deveria nos manter na ativa durante toda nossa vida. Branon - Pão Diário

Bem protegido

Por impulso, comprei um balão de alumínio vermelho no mercado. Nele, a mensagem “Eu Te Amo” estava escrita em letras grandes. Enquanto colocava as sacolas no meu carro, o barbante do balão escorregou entre meus dedos. Fiquei parado observando o balão voar longe, e logo não era nada mais que um pequeno ponto vermelho — finalmente, apenas uma lembrança. Ao perder aquele balão lembrei-me da forma como às vezes o amor desaparece das vidas. Crianças tornam-se rebeldes e se afastam; casais ou pessoas amadas distanciam-se; amigos próximos param de comunicar-se. Eu sou muito grato pelo amor de Deus que é constante e pode nos sustentar quando o amor aqui na terra se dissipa. Na verdade, este amor é tão confiável que Jesus nos convida a permanecer em Seu amor (João 15:9). Cristo quer que saibamos que é certo achegar-se a Ele e sentir-se confortável. Podemos sempre permanecer no abraço carinhoso de Deus porque “…nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir” (Romanos 8:38), ou qualquer outra coisa, jamais poderão nos separar do Seu amor através de Cristo. Uma vez que confiamos em Cristo como Salvador, a garantia do amor de Deus é nossa para sempre. Você viu o amor desaparecer de sua vida? Descanse sob o cuidado de Deus — Seu cuidado constante guardará seu coração bem protegido. Jennifer - Pão Diário

Falando por Deus

Apesar de meus melhores esforços para escrever claramente, às vezes sou mal compreendido. Sinto-me mal por minhas falhas e procuro melhorar minhas habilidades. Porém, ocasionalmente, os leitores tiram palavras do contexto ou deduzem algo que não tem qualquer semelhança com o significado pretendido. É frustrante porque não há uma maneira de controlar como as pessoas usam as palavras, uma vez publicadas. Faz-me lembrar uma ofensa bem mais séria — a do mau uso das palavras do Senhor. Os profetas nos dias de Jeremias faziam isso, eles colocavam suas próprias palavras na boca de Deus alegando que Ele dissera coisas, as quais gostariam que fossem verdades, mas que Deus nunca havia dito. Então o Senhor disse ao Seu povo: “Não deis ouvidos às palavras dos profetas, que entre vós profetizam; fazem-vos desvanecer; falam da visão do seu coração, não da boca do Senhor” (Jeremias 23:16). Depois o Senhor advertiu o povo de que Ele abandonaria os que pervertessem Suas palavras e os lançaria longe de Sua presença (vv.36, 39). O apóstolo Paulo, ao contrário, deixou claro que não adulterava a Palavra de Deus (2 Coríntios 4:2). Ele conhecia o perigo em pregar suas próprias ideias, ao invés das de Deus. Todos nós devemos tomar cuidado para usarmos a Palavra de Deus para o Seu propósito, em vez de usá-la para nosso próprio benefício. Julie - Pão Diário

Torne-a conhecida

Conversando com meu médico que é agnóstico, disse-lhe que deveria estar feliz por Deus nos ter criado. Vendo uma agulha em suas mãos, pensei que talvez eu devesse permanecer calado. No entanto, continuei: “Se ainda estamos evoluindo, você não deve saber os pontos exatos onde colocar essas agulhas.” Ele perguntou: “Você realmente acredita em Deus? Eu respondi: “Lógico. Não fomos criados de maneira complexa?” Fiquei grato por esta oportunidade de começar a testemunhar ao meu médico. Na leitura bíblica de hoje, Paulo encarregou Timóteo de encaminhar as pessoas ao Salvador. “Que pregues a palavra...” (2 Timóteo 4:2), não se refere apenas aos pregadores. A palavra pregar, significa “tornar conhecido.” O povo de Deus pode fazer isto tomando um cafezinho ou na escola com os amigos. Podemos tornar as Boas-novas do que Deus tem feito por nós conhecidas em qualquer lugar ou momento e a todo o que demonstrar interesse nesta busca. Podemos permitir que saibam que Deus nos ama e vê nossas dores, falhas e fraquezas. Através da morte e ressurreição de Cristo Jesus, Deus quebrou a influência do pecado sobre nós. O Salvador virá habitar nas vidas de todos aqueles que abrirem seu coração para Ele. Não tenhamos medo de anunciar o que Deus tem feito por nós. Albert - Pão Diário

Uma mão amiga

O jóquei Johnny Longden foi golpeado no meio de uma corrida na década de 1930. Enquanto um cavalo de corrida vinha por trás, Johnny foi lançado pela lateral de seu cavalo. Vendo seu estado, outro jóquei o alcançou e tentou recolocar Longden em sua montaria. Infelizmente, ele empurrou tão forte que Longden voou por cima do animal para o outro lado. Outro jóquei, próximo, agarrou-o e conseguiu ajudá-lo a montar novamente com segurança. Surpreendentemente, Johnny Longden venceu a corrida. Um jornal local considerou isso como “a suprema impossibilidade”. As mãos amigas não somente salvaram-no do ferimento grave e possível morte, mas permitiram-no vencer a corrida. Como cristãos, nós devemos oferecer uma mão amiga para outros também. Em Provérbios 31, lemos sobre a mulher virtuosa que “Abre a sua mão ao pobre, e estende as suas mãos ao necessitado” (v.20). Por séculos, a compaixão desta mulher de fé tem sido uma inspiração para homens e mulheres. Ela nos ajuda a lembrar que oferecer-nos para outros é uma virtude bíblica a ser demonstrada por todos os cristãos. Existem muitos que estão lutando ou caíram em momentos difíceis e necessitam de nossa ajuda. Quem do seu convívio precisa de uma mão amiga? Dennis - Pão Diário

Disponível ao próximo

Quando as pessoas perguntam a Michael St. Jacques, um irmão franciscano, o que ele está usando, ele responde: “É um hábito.” Michael usa uma vestimenta marrom por uma razão definida conforme relatou a uma revista: “Nós temos a opção de usar ou não o hábito e muitos fazem um verdadeiro esforço porque o ato de vestí-lo atrai a atenção como um chamariz.” Algumas pessoas me contam coisas que nunca contaram a ninguém. Pessoas completamente estranhas confessarão para mim algo que fizeram há 30 anos, questionando se Deus as pode perdoar. Você pode dizer que Michael está vestido de forma acessível. Nos Evangelhos, descobrimos que todos os tipos de pessoas aproximavam-se de Jesus onde quer que Ele fosse. Elas vinham para serem ensinadas, ajudadas, curadas, aceitas e perdoadas. Quando alguns criticaram Jesus por associar-se com os cobradores de impostos e pecadores considerados indesejáveis, Jesus disse: “Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento” (Marcos 2:17). Somos vistos como indiferentes ou acessíveis? Ao nos concentrarmos demais em nossos planos e não termos tempo para os outros, não estamos vestidos com a identidade de Cristo. Quando o Salvador vive através de nós, Seus braços abertos convidam as pessoas para abrirem seus corações e aliviarem suas almas. David - Pão Diário